10 atitudes que mudaram a minha vida e talvez funcionem para você também

Como qualquer outra pessoa, cometo erros. Mas tenho orgulho de afirmar que uma das coisas que mais têm me encantado é ser uma estudiosa de mim mesma; avaliar meus comportamentos e os inúmeros efeitos que eles geram (em mim e nos outros).

Então, este texto não é um conselho, nem uma dica milagrosa para mudar a sua vida: é um depoimento. É sobre o fato de que sou uma pessoa absolutamente construída pelas decisões que tomei, e continuo tomando.

E talvez (só talvez), essas atitudes possam inspirar você também, para buscar novos caminhos, rever comportamentos e mudar muitas coisas na sua vida:

1. Observar mais, opinar menos

Começo por este, porque o silêncio talvez seja a habilidade mais desafiadora para mim. Sou comunicativa, eloquente, sempre cheia de argumentos. Mas aprendi a observar mais, e opinar quando solicitada ou quando afeta alguma questão da minha responsabilidade. E ainda, procuro ter embasamento técnico e não apenas “achar” alguma coisa.

2. Selecionar melhor minhas companhias

Pessoas estressadas são estressantes. Pessoas negativas são contagiantes. Pessoas divertidas muitas vezes são só divertidas, e a diversão por si só pode ser uma fuga, e não uma coisa saudável. Há pessoas cuja companhia até é interessante, mas acaba sendo prejudicial. Comecei a avaliar o conteúdo das conversas, os hábitos, os valores pessoais; cortei contatos e reduzi ao máximo alguns convívios que ainda são necessários.

3. Praticar atividade física

Há muitos anos o esporte me ajudou a curar a depressão, e hoje o vejo como um compromisso para com o meu corpo e a minha mente. Quem não cuida da saúde é egoísta – mais cedo ou mais tarde, vai precisar de cuidados de outras pessoas por conta da sua decisão. Além disso, o esporte me ajuda a exercitar a disciplina e a resiliência – afinal, ele sempre acontece fora da zona de conforto.

4. Gerenciar o tempo

Com a pandemia e o home office, ter disciplina com relação ao tempo se tornou ainda mais necessário. É sobre o que eu faço quando ninguém está olhando, e naturalmente isso fala sobre o meu caráter. Começo o trabalho mais cedo e encerro mais tarde quando preciso, mas isso deve ser exceção. Afinal, para ser produtiva preciso cuidar de diversas outras questões em mim. Reservo um tempo de qualidade para as coisas e pessoas que eu gosto, e um tempo para fazer absolutamente nada.

5. Assumir o protagonismo do meu futuro

Nunca gostei de ser da “turma do fundão”, naturalmente sempre estive inserida em muita coisa, desde o tempo da escola. Mas na vida profissional, ficava esperando que as oportunidades aparecessem… Até que entendi que as pessoas só iriam me ver, se eu dissesse: Oi, estou aqui! Decidi o que eu queria e assumi publicamente essa verdade. Refleti sobre o que eu precisava fazer para as coisas acontecerem, e fiz. E o restante é consequência.

6. Procurar oportunidades nos problemas

Há algum tempo entendi que todos os meus problemas pessoais decorrem de coisas que eu tenho ou de decisões que eu tomo. Seria muito fácil não tê-los: não tem problemas quem não vive! Assim também acontece nos negócios: se não houvesse problemas, meu trabalho não seria necessário. Resolvendo problemas eu testo o que aprendi e tenho a oportunidade de aprender mais.

7. Compreender o medo

Medo é sobre gestão de riscos. Aprendi a refletir os ganhos que terei se enfrentar o medo, e comparar com o que deixarei de ganhar (ou perderei) se ficar paralisada. Nem sempre vale a pena enfrentar o medo, mas na maior parte das vezes, o risco de perder é bem menor que o de ganhar. E o ganho será bem maior do que a perda, se você tentar. Além disso, admitir que sou vulnerável e sujeita a falhas me dá uma intensa sensação de paz.

8. Usar as redes sociais a meu favor

As redes sociais criam uma enorme bolha que nos faz acreditar ainda mais em tudo que já acreditamos – afinal, escolhemos quem seguir, o que ver, e assim nos blindamos para tudo que acontece além da nossa escolha. Passei a acompanhar canais, empresas e pessoas que falam de assuntos que eu não conheço, que trazem notícias sobre temas diversos, falam de crenças diferentes da minhas. E muitas vezes isso mudou meu posicionamento e expandiu minha visão.

9. Ler diariamente

E não estou falando só de livros, mas de conteúdos de qualidade, de não fugir de textos nem de manuais. A vida digital nos deixou muito apressados e temos preguiça de ler. Mas a leitura, além de nos trazer informação e conhecimento, desenvolve a capacidade de refletir, criar pensamento lógico, argumentar. Procuro ler notícias e artigos longos na internet, e acordo mais cedo para ler pelo menos 10 páginas de livro por dia, na hora do café da manhã. Além disso, a leitura offline (livros impressos) me ajuda a centrar o pensamento e reduzir o ritmo.

10. Ser predominantemente positivo

Ninguém consegue ser positivo o tempo todo, e nem deve! Procuro respeitar meus momentos de de baixa positividade, mas sempre avaliando as causas que me levaram a sentir assim. Quando encontro a causa, penso sobre o que posso fazer para evitar que aconteça novamente – então tomo decisões e resolvo problemas. Mas de modo geral, aprendi a ser predominantemente positiva, inclusive na forma de falar quando preciso me posicionar e dizer “não”.

Será que alguma dessas atitudes pode ajudar você também?

Lembre-se que a vida é só sua, e é uma só! Nessa hora não precisa pensar muito – apenas decidir e fazer.